Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

OPINIÃO (VIII)

[09.03.2013] 

Calendário das provas Nacionais e Regionais

Falta planeamento e também falta algum bom senso...

Nota prévia: Relembro os leitores que este é um artigo de opinião da minha responsabilidade exclusiva, que não pode ser relacionado com o Clube Desportivo de Mafra que é totalmente alheio a este blogue.

 

Parte I - Campeonato Nacional de Juvenis

Neste artigo é descrito e analisado o calendário de jogos e a estrutura da prova do Campeonato Nacional da 2ª Divisão onde a equipa de Juvenis "A" do CD Mafra vai estar presente.

Nesta Fase 2 do Campeontao Nacional da 2ª Divisão de Juniores vão estar em prova 24 equipas distribuídas por 3 zonas, sendo qualificados para a Fase Final o vencedor de cada zona. Os 2º classificados e os representantes dos Açores e da Madeira disputam posteriormente uma fase de apuramento, em regime de concentração, de onde sairá mais uma equipa para a Fase Final (Final Four).

Na Zona 3, além das 4 equipas da AAL (SL Benfica “B”, CD Mafra “A”, CDE Camões e GC Odivelas), estão os representantes da AA Setúbal (CCR Alto do Moinho e Vitória FC), da AA Beja  (ACR Zona Azul) e AA Algarve (CD Olhanenses). 

A estrutura da prova é T x T a duas voltas, com um calendário que seria interessante para uma liga profissional mas, nada recomendável para o escalão em apreço, face aos compromissos escolares dos jovens desta faixa etária (15-17 anos), que além da competição desportiva estão também a competir por uma vaga numa universidade…

Para além das inevitáveis deslocações de centenas de quilómetros, vamos ter 3 jornadas duplas (!) e ainda jornadas intercalares nos feriados de 25 abril e 1 maio, pelo que vai sobrar pouco tempo para... estudar. Em apenas 14 dias (entre 20 abril e 4 maio) cada equipa disputará 6 jogos, o que contrasta com os 60 dias anteriores a 20 abril, em que terão disputado apenas 3 jogos!

Que planeamento é este em que a equipa de Juvenis “A” do CD Mafra vai estar um mês sem competir (de 23 de fevereiro a 23 março) para depois realizar 6 jogos em apenas duas semanas (o que obriga a jogar sábados, domingos e feriados), fazendo deslocações de centenas de quilómetros?

Um jogador de uma equipa que chegue à Fase Final do CN 2ªD e tenha de passar pela fase de repescagem (a tal dos 2º classificados) fará 20 jogos oficiais no último período do ano escolar (aquele que pode ser decisivo para o seu ingresso numa universidade), com 3 fins-de-semana a jogar sábado e domingo, 2 fins-de-semana em regime de concentração e ainda jogos em todos os feriados, não tendo um único fim-de-semana de folga, com deslocações que no total excederão os 2.000 km. Alguém anda certamente distraído lá pela Calçada da Ajuda, em Lisboa… Tenho dúvidas que a Liga Profissional tenha um calendário tão preenchido.

Na minha opinião há uma falha de planeamento das competições nacionais e regionais. Não se pode continuar a planear de forma autista, alheado da realidade dos clubes, dos jogadores e dos pais. Não me parece que este seja o caminho adequado para desenvolver a modalidade nas camadas jovens e há que repensar esta forma de planear, antes que seja tarde demais. Vamos lá FPA

 

Parte II - Campeonatos Regionais

Neste artigo é descrito e analisado o calendário de jogos e a estrutura da prova dos Campeonatos Regionias da AAL onde as equipas do CD Mafra vão estar presente.

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CR Seniores M [9 equipas]

As 9 equipas participantes vão disputar o campeonato numa estrutura T x T a uma só volta, um sistema não equitativo e pobre do ponto de vista competitivo. O número impar de participantes obriga cada equipa a folgar uma jornada. Com duas semanas de interregno até ao início da competição, sem jornadas duplas e sem jogos nos feriados, facilmente se percebe que havia margem para uma estrutura a 2 voltas o que tornaria este campeonato muito mais emotivo e competitivo, até porque existe um grande equilibro entre as equipas participantes.

CR Juvenis M [18 equipas]

As 14 equipas em prova, incluindo as equipas da AA Setúbal que desde já saúdo - CCR Alto Moinho, GDR Quinta Nova e JAC Santiago Cacem -, são distribuídas em 3 séries, numa estrutura de T x T a uma volta. O vencedor de cada uma dessas 3 séries é apurado para a Fase Final, na qual se juntam as 4 equipas oriundas do CN da 1ª Divisão que não se qualificaram para a Fase Final desse campeonato (Almada AC, Ginásio do Sul, NAAL Passos Manuel e IFC Torrense), formando assim um grupo de 7 equipas que em disputa T x T a uma só volta vai determinar o Campeão Regional. As restantes equipas formam dois grupos para apuramento dos lugares secundários (do 8º ao 18º lugares).

Sempre defendi a integração de equipas dos Nacionais (de 1ª e de 2ª Divisão) nos Torneios de Encerramento mas, colocar equipas da 1ª Divisão Nacional a disputar um Campeonato Regional é, na minha opinião, um disparate. Saíram 4 equipas para disputar o Nacional da 2ª Divisão (entre elas, o CD Mafra “A”) e entram 4 equipas do Nacional da 1ª Divisão. E o mesmo acontece no escalão de Juniores (onde o CD Mafra não se faz representar). Isto indicia a falta de um planeamento integrado das competições Nacionais e Regionais com uma calendarização alinhada das provas e também a falta de objetivos estratégicos no desenvolvimento dos níveis de proficiência em cada uma das competições. Há aqui muito para melhorar…

CR Iniciados M [12 equipas]

As 12 equipas participantes são divididas em 2 grupos de 6 equipas cada, com uma estrutura de T x T a duas voltas. Não está definida a forma como será encontrado o Campeão Regional mas, a estrutura escolhida para a 1ª fase é, na minha opinião, bastante adequada.

CR Juvenis F [5 equipas]

Na minha opinião, este é também um campeonato equilibrado em termos de estrutura e calendário. As 5 equipas participantes vão disputar o campeonato numa estrutura T x T a duas voltas, sem jornadas duplas, embora joguem no feriado de 25 de abril. O número impar de participantes obriga cada equipa a folgar uma jornada.

PRAEN Infantis [14 equipas]

Os Infantis vão disputar uma Prova Regional de Apuramento para o Encontro Nacional de Infantis que se disputará em regime de concentração e para o qual vão ser apuradas 24 equipas a nível nacional. Da AA Lisboa são apuradas 3 equipas das 14 que vão disputar a prova de apuramento.

Essas 14 equipas são distribuídas em 4 séries numa 1ª Fase com disputa T x T a uma volta, sendo de novo agregadas em 4 séries numa 2ª fase (em função da classificação) também com disputa T x T a uma volta, para serem novamente agregadas em 3 grupos numa Fase Final (em função da classificação), com disputa T x T a uma só volta, apurando-se o 1º classificado de cada um desses 3 grupos. Trata-se de um sistema de apuramento demasiado complexo, pouco equitativo e transparente, em que as equipas andam a rodar de fase para fase quando a única que realmente decide o apuramento é a última fase, também ela disputada a uma só volta. No limite, uma equipa pode ficar em último lugar na 1ª fase, de novo em último lugar na 2ª fase mas, vencendo a 3ª fase fica apurada, o que é revelador da utilidade das fases antecessoras… Vamos lá CDM

 

António Fonseca

Publicado em 9 março 2013

 

Publicado por Antonio Fonseca às 21:49
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